O presidente da República, Michel Temer (PMDB), recebeu alta médica no início da noite desta quarta-feira (25) após passar por exames urológicos no Hospital Militar de Área de Brasília de urgência.
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O presidente deve deixar o local às 20h e seguir para o Palácio do Jaburu, onde mora.
Segundo a assessoria da Presidência, ele estava no Palácio do Planalto quando se sentiu mal no final da manhã e foi consultado no próprio departamento médico do local. "O médico de plantão constatou uma obstrução urológica e recomendou que fosse avaliado no Hospital do Exército, onde se encontra para realização de exame e devido tratamento", informou em nota. Ele chegou ao hospital por volta das 13h.
Ainda de acordo com a Presidência, Temer foi submetido a uma sondagem vesical de alívio por vídeo. O procedimento busca esvaziar a bexiga e consiste em inserir um fio com uma microcâmera na uretra por meio do pênis.
O incidente com Temer ocorre no momento em que a Câmara dos Deputados vota se aceita uma segunda denúncia contra o presidente, apresentada pela Procuradoria-Geral da República, pelos crimes de obstrução de justiça e organização criminosa. Ministros de Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco, ambos do PMDB, também foram denunciados por organização criminosa.
O presidente permaneceu no hospital acompanhado por sua equipe de trabalho mais próxima e de familiares, como a mulher, Marcela Temer. Segundo assessores do Planalto, Temer ainda está em constante contato com sua equipe médica em São Paulo, liderada pelo cardiologista Roberto Kalil.
Temer entrou pela lateral do hospital, onde se dirigem generais e oficiais de alto escalão do Exército. Segundo a assessoria do hospital, o atendimento está normal e não foi afetado pela presença do presidente no local.
Aliados minimizam mal-estar
Integrante da "tropa de choque" de Temer na Câmara, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) afirmou que o presidente teve apenas uma "indisposição" e foi levado ao hospital para mais exames. "Ele está bem e muito bem. Jantamos juntos ontem, não há motivo para preocupação."
O líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), afirmou no plenário da Câmara que o presidente apenas passou por "exames de rotina" e que retornaria ao Planalto ainda hoje. O deputado federal Sinval Malheiros (Podemos-SP), que é gastroenterologista, foi ao hospital, mas disse que não conversou com Temer, apenas com assessores e familiares.
"Ele teve um probleminha urinário, como se fosse uma dificuldade para urinar súbita, mas não teve obstrução importante. A solução é clínica, não há necessidade de cirurgia", falou, ao acrescentar que, nesses casos, só é preciso uma anestesia local, sem perda de consciência. Segundo ele, a situação pode ter sido desenvolvida devido ao estado emocional do presidente.
"Isso é lógico. Qualquer pessoa é sensível às emoções. A emoção pode afetar qualquer parte do corpo, sem ser grave", relatou. A obstrução urinária geralmente decorre por um crescimento da próstata. A próstata em um tamanho maior comprime a uretra, canal peniano, e pode levar o paciente a não conseguir urinar.
No início do mês, foi divulgado que Temer, que tem 77 anos e é o presidente mais velho que o Brasil já teve, está com obstrução parcial de uma artéria coronária. O problema foi detectado em exame de imagem. Temer deverá passar por tratamento medicamentoso e dieta.
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