Atualizada às 14:16
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Imóveis avaliados em R$ 10 mil chegavam a custar R$ 70 mil aos cofres públicos, por meio de financiamentos fraudulentos realizados em 2012 na Caixa Econômica Federal e descobertos pelo próprio banco. Em 2013, a Caixa encaminhou a denúncia à Polícia Federal de Alagoas que abriu a investigação.
Entenda como funcionava o esquema
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (28) em entrevista coletiva na sede da PF, no bairro de Jaraguá, onde foi detalhada a operação Cabala, realizada desde a madrugada em Teotônio Vilela, Agreste de Alagoas.
De acordo com o delegado federal Bernardo Gonçalves, 37 pessoas foram conduzidas à sede da PF, sendo 14 servidores da Caixa em Teotônio Vilela, São Miguel dos Campos, Arapiraca e Coruripe.
Também foram levados à PF 11 donos de construtoras, com sede em Teotônio Vilela, São Miguel dos Campos e Penedo. As empresas são: Lar dos Sonhos, Casa Nova, Eline, R.S.S. e F.J.
Elas atuavam também nas cidades de Paulo Afonso (BA), Serra Talhada (PE) e Propriá (SE), onde a polícia investiga se também ocorriam as fraudes.
Assista o vídeo da coletiva dos delegados:
A PF explicou ainda que os financiamentos foram feitos dentro do programa Minha Casa, Minha Vida faixa 1, onde as famílias ganham até R$ 1.800. No total, 1691 mutuários foram contemplados com os financiamentos, mas nem todos dentro do esquema.
Quando não receberam as casas, alguns compradores depredaram 67 imóveis de um residencial em Teotônio Vilela. Segundo o delegado Antônio Carvalho, alguns mutuários confirmaram que só entraram no esquema porque foram cooptados.
Envolvimento de servidores públicos
A partir de agora, é iniciada a segunda fase da investigação, que vai apurar a participação de servidores das prefeituras que concederam alvarás de construção e habite-se. Os documentos eram concedidos com muita rapidez e, em alguns casos, foram liberados no mesmo dia.
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