GGAL vai cobrar apuração do assassinato de professor de matemática, em Arapiraca

Publicado em 11/03/2022, às 17h00
Cristiano Marinho tinha 31 anos e era professor de matemática. | Foto: Reprodução
Cristiano Marinho tinha 31 anos e era professor de matemática. | Foto: Reprodução

Por Tiago Logan*

O presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, afirmou, em entrevista ao TNH1, na tarde desta sexta-feira, 11, que vai cobrar a apuração do assassinato do professor de matemática Cristiano Marinho, de 31 anos. Ele estava desaparecido há dois dias e seu corpo foi encontrado com marcas de facadas, na tarde desta quinta-feira, 10, dentro de sua residência, no bairro João Paulo II, em Arapiraca, Agreste de Alagoas. Há suspeita de que Cristiano tenha sido vítima de crime de homofobia

Ao TNH1, Nildo Correia afirmou que o GGAL está em busca do delegado está responsável pelo caso para cobrar a apuração. "Este é o segundo caso de crime por homofobia apenas neste ano de 2022", disse Nildo Correia. 

Segundo dados do relatório “Mortes Violentas de LGBTQIA+ no Brasil”, cerca de 300 pessoas foram mortas apenas em 2021, número que representa um aumento de 8% em relação a 2020. Não à toa o Brasil é considerado o país que mais mata pessoas LGBTQIA+ no mundo.

Ainda de acordo com o relatório, Alagoas aparece em 10º lugar na lista de estados mais inseguros para a comunidade: foram 13 mortes em 2021. Maceió, que no ano passado teve três vítimas, também está entre as capitais mais perigosas para os LGBTQIA+ viverem, ao lado de Salvador (12 mortes), São Paulo (10), Curitiba, Manaus e Rio de Janeiro (7), Belém (6), Recife (5) e João Pessoa (4).

*Estagiário, sob supervisão

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