Presidente Dilma reafirma que não vai renunciar

Publicado em 11/03/2016, às 14h32

Redação

A presidente Dilma participou na tarde desta sexta-feira (11) de uma coletiva de imprensa no Palácio do Planalto onde rebateu as acusações de que iria deixar o governo. Ao encerrar a coletiva, cercada de perguntas sobre o ex-presidente Lula e o novo ministro da Justiça, Wellington César, Dilma reforçou que não irá deixar o governo.

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— Pelo menos testemunhem que eu não tenho cara de quem vai renunciar.

A presidente ainda negou que estaria conformada com a ideia de uma eventual cassação de seu mandato. "Vocês acham que eu tenho cara de estar resignada? [...] Tem dó, esta história de resignação não é comigo, não", disse a presidente.

Dilma ainda considerou uma “ofensa” as especulações sobre deixar o governo devido à pressão em torno da crise política e da queda em sua popularidade. Ela ainda afirmou que ninguém no País tem legitimidade para pedir sua renúncia no atual momento do País.

— Ninguém, nem da oposição, nem de nenhum setor, tem o direito de pedir a minha renúncia.

O pedido de renúncia, também destacou a presidente, não possui base real, e até mesmo seus opositores estariam reconhecendo isso.

Lula ministro

A presidente também negou confirmar um eventual convite de Lula para assumir um ministério.

— Seria o maior orgulho de ter o presidente Lula no meu governo porque ele é uma pessoa com experiência, com grande capacidade de formulação de políticas [...] e por isso posso garantir que teria um orgulho de tê-lo no meu governo. Mas não vou discutir com você se ele vai ser ou não vai ser [ministro do governo].

Reunião com reitores

Nesta manhã, Dilma se encontrou com reitores de universidades federais, onde fez um longo desabafo sobre a situação do ex-presidente Lula. Segundo Jefferson Fernandes, reitor da UFRR (Universidade Federal de Roraima), a presidente destacou que “não há base legal” para o pedido de prisão preventiva de Lula.

— Ela falou que o momento é delicado, disse que o ex-presidente Lula está sendo vítima de um processo em que não há base legal. E ela acha que não se sustenta esse processo.

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